Filosofando precocemente
 


Sobre o Autor

       ANTÔNIO RENATO HENRIQUES é gaúcho de Porto Alegre e nasceu em 1952. Manifestou desde cedo uma vocação precoce à literatura, pois escreve desde a infância. Aos 15 anos seu talento foi descoberto pelo crítico, escritor e professor de filosofia argentino, Américo Vallejo, que decidiu incluí-lo numa antologia de jovens poetas latino-americanos, e intermediou uma adaptação de textos seus ao teatro. Tais  textos chegaram a ser representados na Argentina, mas a antologia nunca saiu, pois veio a ditadura militar e Vallejo, que conhecera Che Guevara na Bolívia, foi cassado da universidade e esteve preso. No exílio, ele viria a atuar como epistemólogo da psicanálise, inclusive em Porto Alegre, onde lecionou em cursos de psiquiatria e veio a prefaciar o primeiro livro do Henriques: Transecrise. Numa carta da época, Américo Vallejo escreveu que um dia seria conhecido como aquele que “descobriu” Henriques como escritor. Mas antes deste ser “descoberto” pelo público leitor, Américo contraiu uma doença rara, que o matou. Ainda na adolescência, quando estudante no Colégio Julinho, Henriques montou e dirigiu um espetáculo teatral e musical com textos seus e de outros colegas. O espetáculo foi representado também no Instituto de Artes da UFRGS, e teve críticas positivas na imprensa. No Julinho Henriques iniciou sua militância em política estudantil: fundou, com Antonio Britto (ex-governador do RS) e outros colegas, um Partido Político estudantil; participou de Congressos da UGES e UBES, e participou de passeatas contra a Ditadura.



Formatura em curso de música
 
 


Leituras de juventude
 

Já estudante de Filosofia na PUC, Henriques ingressou no SERPRO e trabalhou na IBM no início dos anos 70, quando computador era uma máquina gigantesca que processava cartões perfurados e funcionava num salão gelado, com capacidade menor que um PC de hoje. Na mesma época cursou o Aeroclube de São Leopoldo, onde tirou brevet de piloto privado.

Graduado em filosofia, Henriques continuou estudando, tornando-se especialista em antropologia, artes plásticas, filosofia clínica (o que o fez terapeuta), e mestre em filosofia.

 
 
 


Assembléia Sindical

Foi professor da PUC-RS por 15 anos, onde lecionou na graduação de filosofia, no ciclo básico de inúmeros cursos de graduação, e no pós-graduação de artes plásticas. Na época, dirigiu várias peças de teatro, que lhe permitiram regulamentar-se como diretor de teatro profissional.

 Lecionou também no magistério público estadual, quando atuou como sindicalista e virou Secretário Geral do CPERS-Sindicato. O CPERS na época era o maior sindicato de professores da América Latina, o que o colocou à testa de greves prolongadas, acampamentos em frente ao Palácio do Governo, passeatas e assembléias de mais de 40 mil pessoas.

Como militante político, foi candidato a vereador de Porto Alegre e tornou-se dirigente partidário, tendo integrado Diretórios e Comissão Executiva partidária estadual, e presidido o Instituto Teotônio Villela no RS. Em função disto, escreveu ele obras de cunho político-ideológico publicadas pelo Instituto Teotônio Villela Nacional, em Brasília. Assessorou ainda o Secretário de Cultura, quando auxiliou na criação da Secretaria Estadual da Cultura, do Conselho dos Secretários Municipais de Cultura junto à FAMURS e do Sistema Estadual de Museus, tendo, como assessor da Constituinte, redigido a versão final do capítulo de cultura de nossa Constituição, hoje já completamente desfigurada. Trabalhou também na Casa Civil do Governo, tendo assessorado diretamente o governador do RS.


Discursando em Assembléia
 
 

Espiritualidade
 

Como, aos 17 anos, o Henriques havia tido experiências espirituais e místicas que o levaram a estudar ocultismo, esoterismo e filosofia oriental, ele levou de modo paralelo uma vida dedicada à espiritualidade, que lhe fazia intercalar compromissos de greve, congressos políticos e sindicais, com retiros de prática de yoga e meditação. Foi discípulo do Mahatma Chandra Bala Sat Guru, presidiu no Brasil a Grande Fraternidade Universal – GFU, e peregrinou aos Andes. Na década de 70 fundou a Cooperativa Ecológica Coolméia, pioneira no Brasil em agricultura sem agrotóxicos, que deu origem à Feira Ecológica do Bom Fim. Estudou budismo, tendo organizado nos anos 90 a visita do Dalai-Lama a Porto Alegre.

 
 
 

Nos Estados Unidos
 

Como Técnico em Cultura do Estado do RS hoje trabalha no Museu de Arte do RS – MARGS. Já trabalhou no Memorial do RS, no Sistema Estadual de Museus, e foi diretor do Museu Antropológico do RS, do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, além de bolsista da “American Association of Museums – AAM”, nos EUA. Trabalhou ainda na Secretaria Estadual de Saúde, em Caxias do Sul, onde morou por três anos, tendo atuado no Núcleo de Educação em Saúde Coletiva, vinculado à Escola de Saúde Pública do Estado do RS.


Em Washington
 
 

Porto Alegre, 2004

Atualmente leciona na Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM, de Porto Alegre, é funcionário público da Secretaria de Cultura do RS e ainda atua numa empresa privada familiar. Apesar de suas inúmeras atividades, Henriques consegue produzir vários livros simultaneamente e ainda atuar como artista plástico, tendo em 2009 montado uma exposição individual de pinturas. Tal riqueza de vida, estudos e experiências, estão refletidos no seu romance-ensaio “Memórias da Tempestade”. Acreditamos que tal ímpeto criativo e de vida nos aponta o que este autor será capaz de produzir no futuro.

 
 
 

Com a esposa, Ângela

Em meio a tudo isto, Henriques conseguiu casar cinco vezes, e ter um filho de seu primeiro casamento, chamado Ariel. No México, Ariel conheceu e casou com Samantha, tornando Antônio Henriques avô de dois netos mexicanos: Gabriel Txai e Mikael Kenai.


Com o neto, Txai
 
 

Samantha
Ariel, Samantha, Txai e Kenai atualmente residem na cidade de Monterrey, no México. E Antônio Henriques vive com sua atual esposa e companheira, Ângela Cristina Lamotte, na cidade de Porto Alegre, com um pé em Floripa, onde possuem um apto junto ao mar.
Ariel