obra de Antônio Henriques é vasta e abrange áreas que vão da literatura de ficção a ensaios sobre filosofia, arte, política e outros temas. Leia, abaixo, uma sinopse de seus livros e, para ler trechos dos livros, clique sobre as imagens das capas.

Para fazer o download da Síntese Bibliográfica de Antônio Henriques, clique aqui.

   
  OBRAS DO AUTOR
 

1980

TRANSECRISE é o livro de juventude do autor, obra escrita dos 14 aos 19 anos, reunindo contos, poemas e outros textos difíceis de rotular. Nele sobressai a incrível imaginação do autor, feita de imagens que brotam de um inconsciente coletivo de mitos e símbolos, e que adquire sentido num desdobrar encadeado composto a partir de raciocínios delirantes. Sua escrita une imagens surrealistas e poéticas a idéias místicas e ideogramas mágicos, compondo um conjunto díspar, tanto no conteúdo quanto na forma. Expressa um subjetivismo atemporal, mas pode ser compreendido também a partir da época em que foi escrito - final dos anos 60 e início dos anos 70 – ou seja, a adolescência de uma geração que, alienada e amordaçada pela ditadura do Brasil de pós-64, fechada em si mesma, enlouquecia, ouvindo os ecos da rebelião da juventude em todo o mundo. É da época também o seu experimentalismo lingüístico, onde a gramática é virada do avesso, através de um discurso de uma linguagem de fluxo inconsciente, onde as palavras se associam até por sons, estruturando orações fora dos cânones de sintaxe, e permitindo o aparecimento de novos vocábulos, mas com significados naturais e espontâneos. Transecrise traz, como seu prefácio aponta, um jogo de comunicação e solidão, uma dualidade feita de sons e silêncios.

 

 

2003
 

A obra MEMÓRIAS DA TEMPESTADE consiste num romance, que mescla ficção, ensaio e memórias. O personagem central é, simultaneamente, ator, narrador e sujeito reflexivo: ele vive, conta e reflete sobre o vivido. Há um equilíbrio entre narração, descrição e reflexão. No livro afloram temas como: amor, sexualidade, racismo, violência, juventude, drogas, religião, espiritualidade, política, velhice, doença, morte, o sentido da vida e outros. Os capítulos são subdivididos em blocos, que algumas vezes possuem autonomia e flertam com outros gêneros literários, como o conto, a crônica, o ensaio e a poesia, compondo um mosaico de universalismo pós-moderno. A obra abre e fecha com uma citação de "A Tempestade" de Shakespeare, e dois personagens (Ariel e Miranda) possuem nomes retirados da peça. Em seu primeiro romance Antonio Henriques se revela como um escritor maduro e original, certamente uma surpresa agradável no panorama da literatura brasileira contemporânea.

 

 

1982
2º ed. 2001

O livro YOGA & CONSCIÊNCIA foi a dissertação de mestrado que deu ao autor, Antônio Henriques, o grau de Mestre em Filosofia em 1982. Este trabalho tem por subtítulo: “O Problema da Consciência nos Yoga-Sutras de Patañjali”, por isto demonstra ser a obra de Patañjali uma filosofia-psicológica, de atualidade ímpar. Os “Yoga-Sutras” devem ter sido escritos no século III AC e constituem o que tradicionalmente é chamado de “Yoga Clássico”, por resumir em quatro livros, de poucas dezenas de sutras cada um, todas as idéias centrais da filosofia do Yoga.

Henriques, em seu trabalho, não só explica o quase ininteligível em sua versão original, como consegue traçar paralelos com a ciência, a filosofia e a psicanálise contemporâneas, dando um sentido novo às idéias do Yoga Clássico. De outro lado, demonstra os vínculos dos “Yoga-Sutras” com a cultura autóctone da Índia Antiga, dos drávidas, em oposição a um Yoga posterior, de forte influência ariana.

Assim, não só resgata a meditação e as posturas corporais como o cerne do Yoga, como elucida e mapeia os estados alterados de consciência que os praticantes visam atingir. Esta obra é o primeiro trabalho acadêmico sério e investigativo sobre filosofia indiana escrito por um brasileiro que, certamente, não fica a dever a outras, escritas por renomados especialistas internacionais.

 

 


2000






1991

Em 1991 o autor publicou INTRODUÇÃO AO ORIENTALISMO, pela Editora EST de Porto Alegre, obra que inicialmente havia sido concebida para ser um livreto da coleção “O Que È?” da Editora Brasiliense e que, ao encorpar-se como uma obra maior e para um público mais restrito, terminou sendo publicada como um livro de 233 páginas pela Editora EST, fora de coleção. Em 2000, o autor, retomando o projeto original, retirou da obra INTRODUÇÃO AO ORIENTALISMO quase toda a sua 2ª parte, republicando-a com o nome INICIAÇÃO AO ORIENTALISMO pelo selo Nova Era da Editora Record, como parte da coleção “Iniciação”. 

 A obra do selo Nova Era surgiu revisada, e com um adendo sobre o Dalai Lama e a presença chinesa no Tibet, que a 1ª edição não possuía. Expõe não só o que é orientalismo, como aborda e sintetiza todo o pensamento oriental, abarcando a Índia, a China, o Japão e o Tibet. Aparecem o Yoga e suas vertentes, o Budismo em suas várias versões, o I-Ching e o Taoísmo, o Zen, o Bushidô e o pensamento tibetano. Inclui ainda considerações sobre as principais idéias do Oriente no Ocidente, quais sejam: karma, reencarnação, corporeidade psíquica, poder mental e consciência cósmica. Em contrapartida, a nova publicação perdeu um estudo da influência do orientalismo sobre a cultura ocidental, abarcando as áreas da filosofia, da ciência, da psicanálise, da arte (artes plásticas, dança, música, teatro e literatura), incluindo a questão da contracultura e o preconceito sobre o Oriente existente no Ocidente.

 
 

 


 
OBRAS DO AUTOR EM PARCERIA

1999

A obra LABORATÓRIO DE APRENDIZAGEM POLÍTICA é uma publicação do Instituto Teotônio Vilela Nacional, e foi elaborada como conteúdo de um curso de formação política para jovens que formou multiplicadores por regiões e estados brasileiros, reproduzindo os conteúdos aprendidos através de técnicas de grupo. Os conteúdos foram decididos em debates e sondagens a partir de encontros de jovens, o planejamento pedagógico ficou a cargo da doutora Cosete Ramos, e a parte editorial com a Agência DM9, de Brasília.

Antônio Henriques foi contratado junto com três outros professores da UNB para elaborar os textos, divididos em cartilhas. Na primeira edição, das nove cartilhas, cinco foram redigidas pelo Henriques, três foram redigidas por Benício Schmitd e uma por Lytoton Guimarães e Rizza Castelo Branco. Já na segunda edição do Laboratório, cinco cartilhas foram escritas por Antônio Henriques, e outras duas também por ele, em parceria com Benício Schmitd. Cabe registrar que cada cartilha tem uma espécie de prefácio à juventude, escritas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, pelo atual governador do Ceará e ex-presidente do ITV-Nacional Lúcio Alcântara, pelos ex-governadores de São Paulo Franco Montoro e Mário Covas, pelo Senador Teotônio Vilela Filho e pelo ex-deputado e suplente de senador Hermes Zaneti.

 

 

1998

A obra CURSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA PARA CANDIDATOS foi o primeiro livro escrito pelo Antônio Henriques por encomenda do ITV-Nacional, elaborado em parceria com Pedro Paulo Santos, do Paraná. Henriques conheceu Santos em Brasília e, com material previamente selecionado, trabalharam juntos por dois dias montando e escrevendo o livro. Devido a uma pane na rede de computadores do ITV, quase foi completamente perdido o trabalho realizado, finalmente salvo pela memória de uma impressora. A obra serve como um curso, porque expõe de maneira didática todo o conteúdo que um candidato a prefeito ou vereador, com proposta social democrata, deveria ter conhecimento para auxiliá-lo em sua tarefa de campanha eleitoral e de administrador municipal, caso eleito, incluindo um Programa Mínimo para Prefeituras Municipais.

 

 

 

 

PARTICIPAÇÃO EM OBRAS COLETIVAS


2003

A publicação coletiva AULA ABERTA é um relato dos professores de publicidade e propaganda da ESPM de Porto Alegre, organizado pela profa. Jane Rita Caetano da Silveira. Este livro publicado em 2003 contém narrativas de propostas pedagógicas e textos escritos pelos professores, usados em sala de aula. Antônio Henriques  se faz presente com conteúdos que trabalha em suas aulas de Filosofia, incluindo conteúdos de filosofia clássica, filosofia política, estética, epistemologia e filosofia da comunicação.

 

 

1999

A obra MUSEU EM TRANSFORMAÇÃO trata das novas identidades e funções dos diferentes tipos de museus e as estratégias de relação com o público. Ela em verdade é uma publicação resultante de um Seminário Internacional que teve lugar no Museu da República, do Rio de Janeiro, 11 a 15 de setembro de 1996, e que foi promovido pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN do Ministério da Cultura, em colaboração com o Departamento de Arte da UFF. Tal Seminário Internacional contou com a participação de muitos norte-americanos e, dentre eles, Brenda Baker, a museóloga e artista plástica que , em conjunto com Antônio Henriques, desenvolveu o Projeto Gralha Azul, uma parceria internacional entre o Museu de Arte do RS e o Madison Children’s Museum do Estado de Wisconsin – USA, patrocinado pela American Association of Museums. No Seminário, Henriques e Brenda apresentaram o subtema: Museu em Transformação: Projeto Gralha Azul (uma parceria internacional de museus)” em que expõem o cerne do projeto, envolvendo arte, ecologia, visita de crianças em museus e museografia voltada à comunicação infantil.

 

 

1994

 

A obra coletiva VASCO PRADO, alusiva ao conhecido artista plástico gaúcho, é a edição nº 7 dos Cadernos Porto & Vírgula, publicados pela Prefeitura Municipal de Cultura de Porto Alegre, e teve como organizadores Ana Albani de Carvalho e Suzana Gastal. Na coletânea de textos, coube ao autor Antônio Henriques escrever sobre “Os Símbolos e os Signos” da obra de Vasco Prado. Cabe registrar que, dentre colaboradores como Gerd Bornhein, Mônica Zielinsky, e  Maria Lúcia Bastos Kern, curiosamente Evelyn Berg Ioshpe participa da publicação citando um outro artigo do Antônio Henriques sobre Vasco.

 
 

1981

 FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO é uma obra coletiva, organizada por Ari Pedro Oro e Urbano Zilles, e publicada pela Editora EST de Porto Alegre, em 1981. Nela Antônio Henriques contribuiu com o Capítulo “EDUCAÇÃO E SOCIEDADE ALTERNATIVA”.  Primeiro Henriques trata dos vínculos entre ideologia e educação, depois demonstra que capitalismo e comunismo baseiam-se ambos numa ideologia desenvolvimentista que, muitas vezes, está associada à beligerância. Analisa o comunismo primitivo e o socialismo utópico e suas experiências em pequena escala. Aponta a crise das cidades e as experiências comunitárias inovadoras ligadas à auto-gestão, à simplicidade voluntária, à consciência ecológica e à espiritualidade. Trata das comunidades rurais, citando desde as fazendas coletivas, os kibbutzim e os ashrans. Por fim, trata da educação alternativa e seus princípios, encerrando com a experiência de Auroville, a cidade inspirada na obra do pedagogo indiano Aurobindo Gosh.

 

 

1982

A obra coletiva ALTERNATIVAS NO ESPAÇO PSI em verdade são os anais do I Simpósio de mesmo nome, que teve lugar em Porto alegre em 1981. Os capítulos do livro são o resultado de conferências, mesas redondas e debates ocorridos no Simpósio. Antônio Henriques ministrou nele uma conferência sobre “Psicologia no Pensamento Oriental”, posteriormente reeditado pela Editora espiritualista FEEU.

 
 
 

O livro PENSAMENTOS MAÇÔNICOS, organizado por Áureo Zanotta Villagra, foi publicado como edição do autor, em Porto Alegre, em 2008. O Projeto nasceu da idéia de publicar um texto comemorativo aos 150 anos da Loja Maçônica Fidelidade e Firmeza, do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, que, ao mesmo tempo, pensasse na atualidade da Maçonaria nos dias de hoje. Participaram da publicação, além do organizador, inúmeros autores, entre os quais Antônio Henriques, versando sobre o tema “A Maçonaria na Pós-Modernidade”, transcrito no site, e mais: Edgar Pereira Barboza, Ermes Pedrassani, Francisco Paulo Gasparoni, Golbery Chagas Jordão, Henrique Sampaio Goron, Jorge da Silva Bregão, Juvêncio Saldanha Lemos, Luiz João dos Santos, Paulo Jacobus Alves, Pedro Santos da Silveira e Sérgio Aringhieri Vianna Coub.